Home About us Products Services Contact us Bookmark
:: wikimiki.org ::
Kaaba

Kaaba

Kaaba (também conhecido como Ka'bah, Kabah ou Caaba) é uma construção que é reverenciada pelos muçulmanos, na mesquita sagrada de Al Masjid Al-Haram em Meca, e é considerado pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo, localizada nas coordenadas 21°25'24"N e 39°49'24"E. A Kaaba é uma construção cúbica de 15,24 m de altura e é cercada por muros de 10,67 m e 12,19 m de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituida. Em seu interior encontra-se a Hajar el Aswad (também chamada de "Pedra Negra"), uma pedra escura de cerca de 50 cm de diâmetro que é uma das relíquias mais sagradas do Islã. Ela é provavelmente o resto de um meteorito. A Kaaba é o centro das peregrinações (hajj), e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islã. Islã Quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um Deus único, Aláh, ele poupou a Kaaba, e tornou-a de um centro de perigrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Kaaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi várias vezes restaurado, sendo que a atual construção é datada do século VII, substituindo a mais antiga que foi destruida no cerco de Meca em 683. Segundo algumas lendas islâmicas, a Kaaba foi construida por Adão, o primeiro homem, para adorar ao Senhor Deus. Segundo o Alcorão, os fundamentos da Kaaba foram estabelecidos por Abraão, que recebeu a pedra negra do anjo Gabriel. Hoje, a Kaaba representa a casa de Deus. Para o muçulmano, que a ela se volta em suas preces diárias, representa não só o centro do mundo, mas o centro do próprio universo.


- Islã
- Maomé
- Religião
- Hajar el Aswad
- Meca


- [http://www.geocities.com/islamicchat/caaba.html História da Caaba]
- [http://www.submission.org/hajj/kaaba.html The History of Kaaba] categoria:Islão ja:カアバ ms:Kaabah th:กะอฺบะหฺ

Muçulmano

leftO Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). A palavra Islão significa "submissão" (à vontade de Deus). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como "maometanos", mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorrectamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como sarracenos (e também por mouros, embora este último termo designasse mais correctamente os muçulmanos naturais do Magrebe que se encontravam na Península Ibérica). Para os muçulmanos o Islão existe desde a criação do mundo. Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Alcorão, (Qur'an, "recitação"). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Allah (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Gabriel (Jibreel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito. Além do Corão, as crenças e práticas do Islão baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé. Uma vez que o Islão, à semelhança do Judaísmo e do Cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica. O Islamismo não nega o Judaísmo e o Cristianismo e, pelo contrário, considera essas religiões monoteístas como parte da sua herança. O Islão inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao Islão.

O significado da palavra Islão

Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa "submissão (à vontade de Deus)" e que é descrita em árabe como um "Deen", o que significa "modo de vida" e/ou "religião". Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam ou Shalam, que significam "paz". Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa "vassalo" de Deus, e "aquele que se rendeu" ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objectivos pessoais de cada um.

Crenças

O Islão ensina seis crenças principais:
- A crença em Allah, único Deus existente;
- A crença nos Anjos, seres criados por Allah;
- A crença nos Livros Sagrados, entre os quais se encontram a Torá e o Evangelho. O Corão é o mais perfeito e completo de todos os livros sagrados e constitui a colectânea dos ensinamentos revelados por Allah ao profeta Maomé;
- A crença em vários profetas enviados à Humanidade, dos quais Maomé é o último;
- A crença no dia do Julgamento Final, no qual as acções de cada pessoa serão avaliadas;
- A crença na predestinação: Allah tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.

Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com "Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso". Uma das passagens do Corão frequentemente usadas para ilustrar os atributos de Deus é a que se encontra no capítulo (sura) 59: "Ele é Deus e não outro deus senão Ele, Que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o Misericordioso! Ele é Deus e não há outro deus senão ele. Ele é o Soberano, o Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o Grande! Que Deus seja louvado acima dos que os homens Lhe associam! Ele é Deus, o Criador, o Inovador, o Formador! Para ele os epítetos mais belos" (59, 22-24). Ver 99 nomes de Allah para uma visão muçulmana sobre os atributos de Deus.

Os Anjos

Os Anjos foram criados por Allah a partir da luz e desempenham diversos papéis, entre os quais o anúncio da revelação divina aos profetas. Protegem e vigiam os seres humanos, registando todas as suas acções. Para além dos anjos, existem os
jinnis, espíritos que habitam o mundo dos homens e que podem influenciar os acontecimentos; alguns deles são bons, outros maus. Um desses espíritos maus é Iblis (Satanás, por vezes também retratado como um anjo), que desobedeceu a Deus e dedica-se a praticar o mal.

Os Livros Sagrados

Os muçulmanos acreditam que Deus usou profetas para revelar escrituras aos homens. A revelação dada a Moisés foi a Torá e a de Jesus, o Evangelho. Deus foi revelando a sua mensagem em escrituras cada vez mais abrangentes que culminaram com o Alcorão. O Alcorão foi revelado a Maomé quando Allah enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou a revelação aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição (omoplatas de camelo, folhas de palmeira, pedras...). As revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Uma vez que os muçulmanos acreditam que Maomé seja o último de uma longa linha de profetas, eles tomam a sua mensagem como um depósito sagrado, e tomam muito cuidado assegurando que a mensagem tenha sido recolhida e transmitida de uma maneira a não trair esse legado. Apesar de os muçulmanos fazerem esforços escrupulosos para proteger e respeitar o Alcorão, eles acreditam que não é pelos seus próprios esforços mas pela misericórdia de Deus que o Alcorão é preservado intacto e nunca será alterado.

Os Profetas

O Islão ensina que Deus revelou a sua vontade à humanidade através de profetas. Existem dois tipos de profeta: os que receberam de Deus a missão de dar a conhecer aos homens a vontade divina (
anbiya; singular: nabi) e os que para além desta função lhes foi entregue uma escritura revelada (rusul; singular: rasul, "mensageiro") Cada profeta foi encarregue de relembrar a uma comunidade a existência ou a unicidade de Deus, esquecida pelos homens. Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Abraão (Ibrahim), Moisés (Musa), Jesus (Isa) e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o 'Último Mensageiro', trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do AlCorão. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islão exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de acções erradas (ou mesmo testemunhar acções erradas sem falar contra elas), por vontade de Allah.

O dia do Julgamento Final

No dia do Julgamento Final cada ser humano será ressuscitado e julgado na presença de Deus pelas acções que praticou. Os seres humanos livres de pecado serão enviados directamente para o Paraíso, enquanto que os pecadores deverão permanecer algum tempo no Inferno antes de poderem também entrar no Paraíso. As únicas pessoas que permanecerão para sempre no Inferno são os hipócritas religiosos, isto é, aqueles que se diziam muçulmanos mas de facto nunca o foram. A chegada do Julgamento Final será antecedida por vários sinais, como o nascimento do sol no poente, o som de uma trombeta e o aparecimento de uma besta. De acordo com o Alcorão o mundo não acabará verdadeiramente, mas sofrerá antes uma alteração profunda.

Os cinco pilares do Islão

Maomé é um dos "cinco Pilares do Islão"]] Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo (
Chahada ou Shahada);
- Orar cinco vezes ao longo do dia (
Salat ou Salah);
- Pagar dádivas rituais (
Zakat ou Zakah);
- Observar o jejum no Ramadão (
Saum ou Siyam)
- Fazer a peregrinação a Meca (
Hajj ou Haj) Pelo menos um grupo de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o "sexto pilar do Islão". Outros grupos consideram "A fidelidade ao Imam" o chamado sexto pilar do Islão.

A profissão de fé (Chahada)

A profissão de fé consiste numa frase - que deve ser dita com a máxima sinceridade - através da qual cada muçulmano atesta que "não há outro deus senão Allah e Muhammad é o seu mensageiro"; os muçulmanos xiitas têm por costume acrescentar "e Ali ibn Abi Talib é amigo de Deus". Esta frase também é dita quando se chama à oração (adhan). De acordo com a maioria das escolas islâmicas, para se converter ao Islão é necessário proclamar três vezes a chahada perante duas testemunhas.

A oração (Salat)

A palavra salat deriva de salla que significa "santificar". Assim, o segundo pilar consiste na santificação e glorificação de Deus através da prática da oração, que deve ser efectuada cinco vezes por dia em períodos concretos. Esses períodos não correspondem a horas, mas a etapas do curso do Sol. A primeira oração deve ser realizada antes do sol nascer (fajr), a segunda ao meio-dia (zuhr), a terceira no momento médio entre o meio-dia e o pôr-do-sol (asr), a quarta ao pôr-do-sol (maghrib) e a última entre o pôr-do-sol e a meia-noite (isha). A oração pode ser efectuada individual ou colectivamente em qualquer local, desde que este esteja asseado. O crente deve também ter o seu corpo e as suas roupas limpas. A oração é precedida de abluções, wudu, que consistem em lavar as mãos, os antebraços, a boca, as narinas, a cara, em passar água pelas orelhas, pela nuca, pelo cabelo e pelos pés. Se um muçulmano se encontrar numa área sem água ou numa área onde o uso da água não é aconselhável (porque poderia causar uma doença), pode substituir as abluções pelo toque simbólico em areia ou em terra e (tayammum). A oração abre-se com a orientação do crente na direcção de Meca (qibla).

A contribuição de purificação (Zakat)

O Islão estabelece que cada muçulmano deve pagar anualmente uma certa quantia, calculada a partir dos seus rendimentos, que será distribuída pelos pobres ou por outros beneficiários definidos pelo Alcorão (prisioneiros, viajantes, endividados...). Esta contribuição é encarada como uma forma de purificação e de culto. A quantia corresponde a 2,5% do valor dos bens em dinheiro, ouro e prata, mas o valor pode variar se se tratar, por exemplo, de produtos agrícolas (neste caso a contribuição pode chegar a 10% da colheita agrícola). Quem tiver possibilidades pode ainda contribuir, de forma voluntária, com outras doações(sadaqa), mas é importante que o faça em segredo e sem ser movido pela vaidade.

O jejum no Mês do Ramadão (Saum)

Durante o Ramadão (o nono mês do calendário islâmico, durante o qual o Alcorão foi revelado e que corresponde a 29 ou 30 dias) cada muçulmano adulto deve abster-se de alimento, de bebida, de fumar e de ter relações sexuais desde o nascer até ao pôr-do-sol. Os doentes, os idosos, os viajantes, as grávidas ou as mulheres lactantes, estão dispensados do jejum. Em compensão estas pessoas devem alimentar um pobre por cada dia que faltaram ao jejum ou então realizá-lo noutra altura do ano. O jejum é interpretado como uma forma de purificação, de aprendizagem do auto-controlo e de desenvolvimento da empatia por aqueles que passam fome ou outras necessidades. O mês de Ramadão termina com o festival de Eid ul-Fitr, durante o qual os muçulmanos agradecem a Deus a força que lhes foi concedida para levar a cabo o jejum. As casas são decoradas e é hábito visitar os familiares. Este festival serve também para o perdão e a reconciliação entre pessoas desavindas.

A peregrinação (Hajj)

Este pilar consiste na peregrinação a Meca, obrigatória pelo menos uma vez na vida para todos os que gozem de saúde e disponham de meios financeiros. Ocorre durante o décimo segundo mês do calendário islâmico. Os muçulmanos vestem-se com um traje especial antes de chegar a Meca e durante toda a peregrinação não se preocupam com o seu aspecto físico. Depois de praticarem sete voltas em torno da Caaba, os peregrinos correm entre as duas colinas de Safa e Marwa. Na última parte do Hajj os muçulmanos devem passar uma tarde na planície de Arafat, onde Maomé disse o seu Último Sermão. Os rituais chegam ao fim com o sacrifício de carneiros e bodes.

Autoridade Religiosa

Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islão é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islão. Isto é formalizado pela recitação da
shahada, o enunciado de crença do Islão, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islão.

Ramos do Islão

Ver artigos principais: Islão Sunita, Islão Xiita e Kharijitas Há várias denominações no Islão, cada uma com significantes diferenças ao nível legal e teológico. Os maiores ramos são o Islão Sunita e o Islão Xiita. O profeta Maomé faleceu em 632 sem deixar claro quem deveria ser o seu sucessor na liderança da comunidade muçulmana. Os anciãos da comunidade entederam que Abu Becre, um dos primeiros convertidos ao Islão e companheiro fiel do profeta, deveria ser o líder. Abu Becre seria líder durante dois anos; depois da sua morte a liderança coube durante dez anos a Omar e logo de seguida a Otman durante doze anos. Quando Otman morreu ocorreu uma disputa em torno de quem deveria ser o novo califa. Para alguns essa honra deveria recair sobre Ali, primo de Maomé que era também casado com a sua filha Fátima. Para outros, o califa deveria ser o primo de Otman, Muawiyah. Ali e Muawiyah declaram-se califas, o que origina uma guerra civil entre os partidários das duas facções. Ali acabaria por ser assassinado em 661 e Muawiyah conquista o poder para si e para a sua família, fundando a dinastia dos Omíadas. Contudo, a luta entre os dois campos não terminou por aqui. Em 680 Hussein, filho de Ali, seria massacrado pelas tropas de Yazid, filho de Muawiya. Estas lutas deram origem aos dois principais ramos em que actualmente se divide o Islão. Os partidários de Ali ("shiat ali", ou seja, xiitas) acreditam que os três primeiros califas foram usurpadores que retiraram a Ali o seu direito legítimo à liderança. Esta crença é justificada em "hadiths" interpretados como reveladores de que quando Maomé se encontrava ausente ele nomeava Ali como líder momentâneo da comunidade. O Islão Sunita compreende cerca de 90% de todos os muçulmanos. Divide-se em quatro escolas de pensamento (madhabs), que interpretam certos aspectos do Islão tais como quais comidas são halal (permissíveis) de forma diferente. Essas escolas tomam o nome dos seus fundadores: Maliki (forte presença no Norte de África), Shafi'i (presente no Médio Oriente, Indonésia, Malásia, Filipinas), Hanafi (presente na Ásia Central e do Sul, Turquia) e Hanbali (dominante na Arábia Saudita e Qatar). O Islão Xiita engloba os restantes muçulmanos que não são sunitas. Acreditam que o líder da comunidade muçulmana - o Imã - deve ser um descendente de Ali e de sua esposa Fátima. O Islão Xiita pode por sua vez ser subdividido em três ramos principais: xiitas dos Doze Imãs, ismaelitas e zaiditas. Todos estes grupos estão de acordo em relação à legitimidade dos quatro primeiros Imãs. Porém, discordam em relação ao quinto: a maioria do xiitas acredita que o neto de Hussein, Muhammad al-Baquir era o imã legítimo, enquanto que outros seguem o irmão de al-Baquir, Zayd. Os xiitas que não reconheceram Zayd como Imã permaneceram unidos durante algum tempo. O sexto imã, Jacfar al-Sadiq, foi um grande erudito que é tido em consideração pelos teólogos sunitas. A principal escola xiita de lei religiosa recebe o nome de "Jacfari" por sua causa. Após a morte de Jacfar al-Sadiq, em 765, ocorre uma cisão no grupo: uns (os ismaelitas) reconheciam como imã o filho mais velho de al-Sadiq, Ismael (m. 765), enquanto que para outros o imã era o filho mais novo, Musa (m. 799). Este último grupo continuou a seguir uma cadeia de imãs até ao décimo segundo, Muhammad al-Mahdi (falecido ou de acordo com a visão religiosa desaparecido em 874). Por isso, ficaram conhecidos como os xiita dos Doze; o termo xiita é geralmente usado hoje em dia como um sinónimo dos xiitas dos Doze, que são maioritários no Irão. Para os ismaelitas, Ismael nomeou o seu filho Muhammad ibn Ismael como seu sucessor, tendo a linha sucessória dos imãs continuado com ele e os seus descendentes. O ismaelismo dividiu-se por sua vez em vários grupos. Outra denominação que tem origem nos tempos históricos do Islão é a dos Kharijitas. Historicamente, consideravam que qualquer homem, independentemente da sua origem familiar, poderia ser líder da comunidade islâmica, opondo-se às polémicas de sucessão entre sunitas e xiitas. Os membros deste grupo hoje são mais comumente conhecidos como os muçulmanos Ibaditas. Um grande número de muçulmanos Ibaditas vivem hoje em Omã.

Misticismo islâmico

Ver artigo principal: Sufismo Enquanto que alguns consideram que o misticismo islâmico chamado Sufismo constitui um ramo separado, a maioria dos sufis podem ser facilmente considerados sunitas ou xiitas. A distinção aqui é que as escolas de pensamento (madhhabs) consideram os aspectos "legais" do Islão, enquanto que o Sufismo lida mais com aspectos como a sinceridade da fé e a luta contra o próprio ego. Outras pessoas podem chamar-se Sufis quando na realidade deixaram o Islão (ou nunca o seguiram).

Movimentos recentes

Um movimento recente no Islão é dos Wahhabis, apesar de alguns os classificarem como um ramo ultra-conservador da escola Hanbali do Islão Sunita. O Wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Uma coisa que distingue os ensinamentos Wahhabi dos Sunitas é que os Wahhabis consideram muitas coisas proibidas que as quatro escolas do islão sunita consideram como permitidas.

Lei Islâmica (Charia)

Ver artigo principal:Charia A lei islâmica chama-se Charia. O Alcorão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica (fiqh), sendo a segunda a Sunnah (Vida e caminhos do profeta). Não é possivel praticar o Islão sem consultar ambos os textos. A partir da Suna, relacionada mas não a mesma, vem a Ahadith (narrações do profeta). Uma hadith é uma narração acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava - ao passo que a Sunnah é a sua própria vida em si. Como se disse, as suas principais fontes são o Alcorão e a Hadith, mas o ijma, o consenso da comunidade, também foi aceite como uma fonte menor. Qiyas, o raciocínio por analogia, foi usado pelos estudiosos da lei/religião islâmica (Mujtahidun) para lidar com situações onde as fontes sagradas não providenciam regras concretas. As praticas chamadas Charia têm também algumas raizes nos costumes locais (Al-urf). A jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das fontes e metodologia (usul al-fiqh - raízes da lei) e as regras práticas (furu' al-fiqh - ramos da lei.

O Islão no mundo contemporâneo

O Islão é a maior religião a seguir ao Cristianismo. De acordo com fontes da "World Network of Religious Futurists" [http://www.wnrf.org/news/trends.html] e o "U.S. Center for World Mission"[http://www.religioustolerance.org/growth_isl_chr.htm], o Islão está crescendo mais rapidamente em número de fieis do que qualquer outra religião. O Islão reúne hoje cerca de 1,3 bilhões de crentes, 23% da população mundial. Apenas 18% dos muçulmanos vive no mundo árabe, um quinto encontra-se espalhado pela África Sub-Sahariana, cerca de 30% vive no Pakistão e Bangladesh, e a maior comunidade mundial encontra-se na Indonésia. Há significantes populações islâmicas na China, Europa, ex-União-Soviética, Índia e América do Sul. O Islão contemporâneo é dominado pela visão tradicionalista preocupada com a manutenção dos rituais e das práticas antigas, como o uso do véu pelas mulheres. Existem ainda correntes reformadoras que pretendem conciliar o Islão com aspectos da modernidade. Á semelhança do que acontece no Judaísmo e no Cristianismo, o Islão é também marcado pela existência de movimentos ditos integristas ou fundamentalistas. As tradições islâmicas têm muitas fontes: O Alcorão, os ditos do Profeta (hadith) e interpretações de ambos pelos teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma tendência para o conservadorismo, com interpretações novas vistas como indesejáveis. A charia antiga tinha um carácter muito mais flexível do que aquele hoje associado com a Jurisprudência islâmica, e muitos académicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela deva ser renovada, e que os juristas clássicos deveriam perder o seu estatuto especial. Isto implica a necessidade de formular uma nova fiqh que seja praticável no mundo moderno, como proposto pelos defensores da Islamização do conhecimento, e iria lidar com o contexto moderno. Este movimento não pretende alterar os pontos fundamentais do Islão mas sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um centro de pensamento moderno e de liberdade.

Perspectiva islâmica de outras religiões

Judaísmo e Cristianismo

De acordo com o Islão, todas as nações receberam o seu Mensageiro e instruções de Allah. No entanto, na interpretação dos muçulmanos, os seguidores de Moisés ganharam a ira de Allah por terem adorado um bezerro de ouro, episódio relatado no Êxodo e mais tarde no livro de Esdras, e os cristãos seguiram por caminhos desviados por adorarem Jesus Cristo. Maomé foi enviado durante um tempo de escuridão espiritual para restabelecer o monoteísmo que existia desde o primeiro homem, mas que foi corrompido ou esquecido pelos homens. Algumas partes do Alcorão atribuem diferenças entre Muçulmanos e não-Muçulmanos à
tahref-ma'any, uma "corrupção do significado" das palavras. Nesta perspectiva, a Torá e o Novo Testamento Cristão são verdadeiros mas os Judeus e os Cristãos equivocam-se quanto ao significado das suas próprias Escrituras, e necessitam assim do Alcorão para entenderem claramente a vontade de Deus. No entanto, outras partes do Alcorão tornam claro que muitos Judeus e Cristãos usaram deliberadamente versões alteradas das suas escrituras, e tinham alterado a palavra de Deus. Esta crença foi desenvolvida durante a polémica medieval islâmica, e é hoje corrente quer no Islão Sunita quer no Islão Xiita. Esta doutrina é conhecida como tahref-lafzy, "a corrupção do texto".

Religiões não monoteistas

Em contraste com a tolerância do Islão pelo Judaísmo e pelo Cristianismo, em relação a outras religiões como por exemplo o Hinduismo, o Islão aparenta ser bem menos tolerante. Porém,em períodos da história o Islão conviveu pacificamente com outras religiões não monoteistas. O imperador muçulmano Akbar, que viveu na Índia em meados do século XVI, promoveu uma instituição chamada "casa da religião" onde hindus, jainistas, zoroastrianos e padres jesuítas se deveriam reunir para falar de Deus e empregou muitos hindus como seus ministros. Para alguns muçulmanos, o ateísmo, o politeísmo e outras visões holísticas são perspectivas a ser erradicadas.

Religiões baseadas no Islão

Os seguintes grupos consideram-se muçulmanos mas não são considerados como tal pelos outros:
- Os Ahmaddiya
- Os Druzos
- A Nação do Islão
- Os Zikris As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:
- Fé Bahá'í
- Sikhismo
- Yazidi

Referências

Em Português
- ELIAS, Jamal J. -
Islamismo. Lisboa: Edições 70, 2000. ISBN 9724410544
- GELLNER, Ernest -
Pós-modernismo, razão e religião, 1992
- GUELLOUZ, Azzedine - "O Islão" in
As Grandes Religiões do Mundo, direcção de Jean Delumeau. Lisboa: Editorial Presença, 1997. ISBN 9722322419
- Wikiquote: citações e/ou frases célebres relacionadas ao Islamismo Em Inglês
-
The Encyclopaedia of Islam
- H. A. R. Gibb,
Islam, Oxford 1969
-
Liberal Islam: A Sourcebook, Charles Kurzman, Oxford University Press, 1998
-
Muraqaba: The Art and Science of Sufi Meditation, Khwaja Shamsuddin Azeemi,Plato,2005 (ISBN 0975887548)

Páginas Externas

Em Português
- [http://www.tendarabe.hpg.ig.com.br/religiao/principal.htm Tenda Árabe]
- [http://www.alcorao.com.br/ Portal do Islã no Brasil]
- [http://www.geocities.com/ibnkhaldoun_2000/ Ibn Khaldoun] - Site de História Islâmica
- [http://www.islam.com.br/ Centro Cultural Beneficiente Islâmico da Foz do Iguaçu]
- [http://www.wamy.org.br/ Wamy] - Assémbleia Mundial da Juventude Islâmica
- [http://www.alfurqan.pt/ Al Furqan] - Divulgação e Edição de Estudos Islâmicos em Portugal
- [http://www.sobresites.com/islamismo/index.htm Sobre sites: Guia de Islamismo] Em Inglês

Fontes


- [http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/ Colectânea de Ahadith]

Geral


- [http://www.arches.uga.edu/~godlas/home.html Recursos para o estudo do Islão] - Departamento de Estudos Islâmicos da Universidade da Georgia
- [http://www.bbc.co.uk/religion/religions/islam/ BBC Religion & Ethics - Islão]
- [http://www.beliefnet.com/index/index_10004.html Beliefnet - secção Islão]
- [http://www.islam101.com/ Islam101]
- [http://www.islamic-message.net/English/index.htm Mensagem Islâmica] - página sob supervisão do sheikh Khaled Abdel Azim
- [http://www.islamonline.net Islam On-line]
- [http://www.islamworld.net Islamworld]
- [http://www.al-sunnah.com Al-sunnah.com] - Islão para principiantes
- [http://islamicity.com Portal do Islão]
- [http://www.religioustolerance.org/islam.htm Religious Tolerance: Artigos sobre Islão]
- [http://wwwuser.gwdg.de/~mriexin/euroislam.html O Islão na Europa Ocidental] - selecção de links
- [http://www.sunnipath.com SunniPath] - Cursos de Islão on-line

Sociedade e Civilização islâmicas


- [http://www.muslimheritage.com/ Muslim Heritage] - Civilização Islâmica
- [http://www.lacma.org/islamic_art/intro.htm Introdução à Arte Islâmica]
- [http://www.muslimphilosophy.com/ Filosofia islâmica]
- [http://users.telerama.com/~jdehullu/islam/frames.htm Shalimar: Arquitectura Islâmica]
- [http://www.eat-halal.com/ Leis alimentares]

Religião comparada


- [http://www.islamic-awareness.org Islamic Awareness - Comparative religion site]
- [http://www.answering-christianity.com/ac.htm Answering Christianity]
- [http://www.muslim-answers.org/ Muslim-Answers]
- [http://www.nessia.org/ Near Eastern And Semitic Studies Institute of America (NESSIA)] categoria:islão ja:イスラム教 ko:이슬람교 ms:Islam simple:Islam th:ศาสนาอิสลาม


Al Masjid Al-Haram

Al Masjid Al-Haram é uma mesquita que se localiza em Meca, e é considerado pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo. Dentro da mesquita encontra-se a Kaaba, uma construção dentro da qual está guardado o Hajar el Aswad (também chamada de "Pedra Negra"), a relíquia mais sagrada do Islã. Categoria:Islão categoria:Lugares de prática religiosa ja:マスジド・ハラーム

Makkah

, Makkah]] Makkah ou Meca, em árabe Makka (مكة المكرمة, Makka al-Mukkarama). No passado foi chamada de Makoraba. Situada a oeste da Península Arábica, é a capital do Hejaz. Tem cerca de 1618 mil habitantes. Nela nasceu Maomé em 570. É a mais importante de todas as cidades santas do Islam, visitada todo ano por numerosos peregrinos. Antes que Maomé viesse a pregar o Islam, já era uma cidade santa, com vários lugares de importância religiosa. Dentre eles o mais importante é a Kaaba. O primeiro registro histórico à cidade vem de Ptolomeu, geógrafo egípcio, no século II, que chamava-a de Makoraba. Em 1517 a cidade foi tomada pelos turcos, que a deixaram sob o domínio dos descendentes de Maomé e de seu genro Alí-ibn-Abi-Talib, até que no ano 1916 foram expulsos por Husayn ibn Alí, que mais tarde viria a ser o primeiro rei de al-Hijad. Categoria:Cidades sagradas Categoria:Cidades de peregrinação religiosa Categoria:Cidades da Arábia Saudita ja:マッカ ko:메카 ms:Makkah al-Mukarramah simple:Mecca th:มักกะหฺ

Islã

leftO Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). A palavra Islão significa "submissão" (à vontade de Deus). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como "maometanos", mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorrectamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como sarracenos (e também por mouros, embora este último termo designasse mais correctamente os muçulmanos naturais do Magrebe que se encontravam na Península Ibérica). Para os muçulmanos o Islão existe desde a criação do mundo. Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Alcorão, (Qur'an, "recitação"). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Allah (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Gabriel (Jibreel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito. Além do Corão, as crenças e práticas do Islão baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé. Uma vez que o Islão, à semelhança do Judaísmo e do Cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica. O Islamismo não nega o Judaísmo e o Cristianismo e, pelo contrário, considera essas religiões monoteístas como parte da sua herança. O Islão inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao Islão.

O significado da palavra Islão

Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa "submissão (à vontade de Deus)" e que é descrita em árabe como um "Deen", o que significa "modo de vida" e/ou "religião". Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam ou Shalam, que significam "paz". Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa "vassalo" de Deus, e "aquele que se rendeu" ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objectivos pessoais de cada um.

Crenças

O Islão ensina seis crenças principais:
- A crença em Allah, único Deus existente;
- A crença nos Anjos, seres criados por Allah;
- A crença nos Livros Sagrados, entre os quais se encontram a Torá e o Evangelho. O Corão é o mais perfeito e completo de todos os livros sagrados e constitui a colectânea dos ensinamentos revelados por Allah ao profeta Maomé;
- A crença em vários profetas enviados à Humanidade, dos quais Maomé é o último;
- A crença no dia do Julgamento Final, no qual as acções de cada pessoa serão avaliadas;
- A crença na predestinação: Allah tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.

Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com "Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso". Uma das passagens do Corão frequentemente usadas para ilustrar os atributos de Deus é a que se encontra no capítulo (sura) 59: "Ele é Deus e não outro deus senão Ele, Que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o Misericordioso! Ele é Deus e não há outro deus senão ele. Ele é o Soberano, o Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o Grande! Que Deus seja louvado acima dos que os homens Lhe associam! Ele é Deus, o Criador, o Inovador, o Formador! Para ele os epítetos mais belos" (59, 22-24). Ver 99 nomes de Allah para uma visão muçulmana sobre os atributos de Deus.

Os Anjos

Os Anjos foram criados por Allah a partir da luz e desempenham diversos papéis, entre os quais o anúncio da revelação divina aos profetas. Protegem e vigiam os seres humanos, registando todas as suas acções. Para além dos anjos, existem os
jinnis, espíritos que habitam o mundo dos homens e que podem influenciar os acontecimentos; alguns deles são bons, outros maus. Um desses espíritos maus é Iblis (Satanás, por vezes também retratado como um anjo), que desobedeceu a Deus e dedica-se a praticar o mal.

Os Livros Sagrados

Os muçulmanos acreditam que Deus usou profetas para revelar escrituras aos homens. A revelação dada a Moisés foi a Torá e a de Jesus, o Evangelho. Deus foi revelando a sua mensagem em escrituras cada vez mais abrangentes que culminaram com o Alcorão. O Alcorão foi revelado a Maomé quando Allah enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou a revelação aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição (omoplatas de camelo, folhas de palmeira, pedras...). As revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Uma vez que os muçulmanos acreditam que Maomé seja o último de uma longa linha de profetas, eles tomam a sua mensagem como um depósito sagrado, e tomam muito cuidado assegurando que a mensagem tenha sido recolhida e transmitida de uma maneira a não trair esse legado. Apesar de os muçulmanos fazerem esforços escrupulosos para proteger e respeitar o Alcorão, eles acreditam que não é pelos seus próprios esforços mas pela misericórdia de Deus que o Alcorão é preservado intacto e nunca será alterado.

Os Profetas

O Islão ensina que Deus revelou a sua vontade à humanidade através de profetas. Existem dois tipos de profeta: os que receberam de Deus a missão de dar a conhecer aos homens a vontade divina (
anbiya; singular: nabi) e os que para além desta função lhes foi entregue uma escritura revelada (rusul; singular: rasul, "mensageiro") Cada profeta foi encarregue de relembrar a uma comunidade a existência ou a unicidade de Deus, esquecida pelos homens. Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Abraão (Ibrahim), Moisés (Musa), Jesus (Isa) e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o 'Último Mensageiro', trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do AlCorão. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islão exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de acções erradas (ou mesmo testemunhar acções erradas sem falar contra elas), por vontade de Allah.

O dia do Julgamento Final

No dia do Julgamento Final cada ser humano será ressuscitado e julgado na presença de Deus pelas acções que praticou. Os seres humanos livres de pecado serão enviados directamente para o Paraíso, enquanto que os pecadores deverão permanecer algum tempo no Inferno antes de poderem também entrar no Paraíso. As únicas pessoas que permanecerão para sempre no Inferno são os hipócritas religiosos, isto é, aqueles que se diziam muçulmanos mas de facto nunca o foram. A chegada do Julgamento Final será antecedida por vários sinais, como o nascimento do sol no poente, o som de uma trombeta e o aparecimento de uma besta. De acordo com o Alcorão o mundo não acabará verdadeiramente, mas sofrerá antes uma alteração profunda.

Os cinco pilares do Islão

Maomé é um dos "cinco Pilares do Islão"]] Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo (
Chahada ou Shahada);
- Orar cinco vezes ao longo do dia (
Salat ou Salah);
- Pagar dádivas rituais (
Zakat ou Zakah);
- Observar o jejum no Ramadão (
Saum ou Siyam)
- Fazer a peregrinação a Meca (
Hajj ou Haj) Pelo menos um grupo de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o "sexto pilar do Islão". Outros grupos consideram "A fidelidade ao Imam" o chamado sexto pilar do Islão.

A profissão de fé (Chahada)

A profissão de fé consiste numa frase - que deve ser dita com a máxima sinceridade - através da qual cada muçulmano atesta que "não há outro deus senão Allah e Muhammad é o seu mensageiro"; os muçulmanos xiitas têm por costume acrescentar "e Ali ibn Abi Talib é amigo de Deus". Esta frase também é dita quando se chama à oração (adhan). De acordo com a maioria das escolas islâmicas, para se converter ao Islão é necessário proclamar três vezes a chahada perante duas testemunhas.

A oração (Salat)

A palavra salat deriva de salla que significa "santificar". Assim, o segundo pilar consiste na santificação e glorificação de Deus através da prática da oração, que deve ser efectuada cinco vezes por dia em períodos concretos. Esses períodos não correspondem a horas, mas a etapas do curso do Sol. A primeira oração deve ser realizada antes do sol nascer (fajr), a segunda ao meio-dia (zuhr), a terceira no momento médio entre o meio-dia e o pôr-do-sol (asr), a quarta ao pôr-do-sol (maghrib) e a última entre o pôr-do-sol e a meia-noite (isha). A oração pode ser efectuada individual ou colectivamente em qualquer local, desde que este esteja asseado. O crente deve também ter o seu corpo e as suas roupas limpas. A oração é precedida de abluções, wudu, que consistem em lavar as mãos, os antebraços, a boca, as narinas, a cara, em passar água pelas orelhas, pela nuca, pelo cabelo e pelos pés. Se um muçulmano se encontrar numa área sem água ou numa área onde o uso da água não é aconselhável (porque poderia causar uma doença), pode substituir as abluções pelo toque simbólico em areia ou em terra e (tayammum). A oração abre-se com a orientação do crente na direcção de Meca (qibla).

A contribuição de purificação (Zakat)

O Islão estabelece que cada muçulmano deve pagar anualmente uma certa quantia, calculada a partir dos seus rendimentos, que será distribuída pelos pobres ou por outros beneficiários definidos pelo Alcorão (prisioneiros, viajantes, endividados...). Esta contribuição é encarada como uma forma de purificação e de culto. A quantia corresponde a 2,5% do valor dos bens em dinheiro, ouro e prata, mas o valor pode variar se se tratar, por exemplo, de produtos agrícolas (neste caso a contribuição pode chegar a 10% da colheita agrícola). Quem tiver possibilidades pode ainda contribuir, de forma voluntária, com outras doações(sadaqa), mas é importante que o faça em segredo e sem ser movido pela vaidade.

O jejum no Mês do Ramadão (Saum)

Durante o Ramadão (o nono mês do calendário islâmico, durante o qual o Alcorão foi revelado e que corresponde a 29 ou 30 dias) cada muçulmano adulto deve abster-se de alimento, de bebida, de fumar e de ter relações sexuais desde o nascer até ao pôr-do-sol. Os doentes, os idosos, os viajantes, as grávidas ou as mulheres lactantes, estão dispensados do jejum. Em compensão estas pessoas devem alimentar um pobre por cada dia que faltaram ao jejum ou então realizá-lo noutra altura do ano. O jejum é interpretado como uma forma de purificação, de aprendizagem do auto-controlo e de desenvolvimento da empatia por aqueles que passam fome ou outras necessidades. O mês de Ramadão termina com o festival de Eid ul-Fitr, durante o qual os muçulmanos agradecem a Deus a força que lhes foi concedida para levar a cabo o jejum. As casas são decoradas e é hábito visitar os familiares. Este festival serve também para o perdão e a reconciliação entre pessoas desavindas.

A peregrinação (Hajj)

Este pilar consiste na peregrinação a Meca, obrigatória pelo menos uma vez na vida para todos os que gozem de saúde e disponham de meios financeiros. Ocorre durante o décimo segundo mês do calendário islâmico. Os muçulmanos vestem-se com um traje especial antes de chegar a Meca e durante toda a peregrinação não se preocupam com o seu aspecto físico. Depois de praticarem sete voltas em torno da Caaba, os peregrinos correm entre as duas colinas de Safa e Marwa. Na última parte do Hajj os muçulmanos devem passar uma tarde na planície de Arafat, onde Maomé disse o seu Último Sermão. Os rituais chegam ao fim com o sacrifício de carneiros e bodes.

Autoridade Religiosa

Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islão é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islão. Isto é formalizado pela recitação da
shahada, o enunciado de crença do Islão, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islão.

Ramos do Islão

Ver artigos principais: Islão Sunita, Islão Xiita e Kharijitas Há várias denominações no Islão, cada uma com significantes diferenças ao nível legal e teológico. Os maiores ramos são o Islão Sunita e o Islão Xiita. O profeta Maomé faleceu em 632 sem deixar claro quem deveria ser o seu sucessor na liderança da comunidade muçulmana. Os anciãos da comunidade entederam que Abu Becre, um dos primeiros convertidos ao Islão e companheiro fiel do profeta, deveria ser o líder. Abu Becre seria líder durante dois anos; depois da sua morte a liderança coube durante dez anos a Omar e logo de seguida a Otman durante doze anos. Quando Otman morreu ocorreu uma disputa em torno de quem deveria ser o novo califa. Para alguns essa honra deveria recair sobre Ali, primo de Maomé que era também casado com a sua filha Fátima. Para outros, o califa deveria ser o primo de Otman, Muawiyah. Ali e Muawiyah declaram-se califas, o que origina uma guerra civil entre os partidários das duas facções. Ali acabaria por ser assassinado em 661 e Muawiyah conquista o poder para si e para a sua família, fundando a dinastia dos Omíadas. Contudo, a luta entre os dois campos não terminou por aqui. Em 680 Hussein, filho de Ali, seria massacrado pelas tropas de Yazid, filho de Muawiya. Estas lutas deram origem aos dois principais ramos em que actualmente se divide o Islão. Os partidários de Ali ("shiat ali", ou seja, xiitas) acreditam que os três primeiros califas foram usurpadores que retiraram a Ali o seu direito legítimo à liderança. Esta crença é justificada em "hadiths" interpretados como reveladores de que quando Maomé se encontrava ausente ele nomeava Ali como líder momentâneo da comunidade. O Islão Sunita compreende cerca de 90% de todos os muçulmanos. Divide-se em quatro escolas de pensamento (madhabs), que interpretam certos aspectos do Islão tais como quais comidas são halal (permissíveis) de forma diferente. Essas escolas tomam o nome dos seus fundadores: Maliki (forte presença no Norte de África), Shafi'i (presente no Médio Oriente, Indonésia, Malásia, Filipinas), Hanafi (presente na Ásia Central e do Sul, Turquia) e Hanbali (dominante na Arábia Saudita e Qatar). O Islão Xiita engloba os restantes muçulmanos que não são sunitas. Acreditam que o líder da comunidade muçulmana - o Imã - deve ser um descendente de Ali e de sua esposa Fátima. O Islão Xiita pode por sua vez ser subdividido em três ramos principais: xiitas dos Doze Imãs, ismaelitas e zaiditas. Todos estes grupos estão de acordo em relação à legitimidade dos quatro primeiros Imãs. Porém, discordam em relação ao quinto: a maioria do xiitas acredita que o neto de Hussein, Muhammad al-Baquir era o imã legítimo, enquanto que outros seguem o irmão de al-Baquir, Zayd. Os xiitas que não reconheceram Zayd como Imã permaneceram unidos durante algum tempo. O sexto imã, Jacfar al-Sadiq, foi um grande erudito que é tido em consideração pelos teólogos sunitas. A principal escola xiita de lei religiosa recebe o nome de "Jacfari" por sua causa. Após a morte de Jacfar al-Sadiq, em 765, ocorre uma cisão no grupo: uns (os ismaelitas) reconheciam como imã o filho mais velho de al-Sadiq, Ismael (m. 765), enquanto que para outros o imã era o filho mais novo, Musa (m. 799). Este último grupo continuou a seguir uma cadeia de imãs até ao décimo segundo, Muhammad al-Mahdi (falecido ou de acordo com a visão religiosa desaparecido em 874). Por isso, ficaram conhecidos como os xiita dos Doze; o termo xiita é geralmente usado hoje em dia como um sinónimo dos xiitas dos Doze, que são maioritários no Irão. Para os ismaelitas, Ismael nomeou o seu filho Muhammad ibn Ismael como seu sucessor, tendo a linha sucessória dos imãs continuado com ele e os seus descendentes. O ismaelismo dividiu-se por sua vez em vários grupos. Outra denominação que tem origem nos tempos históricos do Islão é a dos Kharijitas. Historicamente, consideravam que qualquer homem, independentemente da sua origem familiar, poderia ser líder da comunidade islâmica, opondo-se às polémicas de sucessão entre sunitas e xiitas. Os membros deste grupo hoje são mais comumente conhecidos como os muçulmanos Ibaditas. Um grande número de muçulmanos Ibaditas vivem hoje em Omã.

Misticismo islâmico

Ver artigo principal: Sufismo Enquanto que alguns consideram que o misticismo islâmico chamado Sufismo constitui um ramo separado, a maioria dos sufis podem ser facilmente considerados sunitas ou xiitas. A distinção aqui é que as escolas de pensamento (madhhabs) consideram os aspectos "legais" do Islão, enquanto que o Sufismo lida mais com aspectos como a sinceridade da fé e a luta contra o próprio ego. Outras pessoas podem chamar-se Sufis quando na realidade deixaram o Islão (ou nunca o seguiram).

Movimentos recentes

Um movimento recente no Islão é dos Wahhabis, apesar de alguns os classificarem como um ramo ultra-conservador da escola Hanbali do Islão Sunita. O Wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Uma coisa que distingue os ensinamentos Wahhabi dos Sunitas é que os Wahhabis consideram muitas coisas proibidas que as quatro escolas do islão sunita consideram como permitidas.

Lei Islâmica (Charia)

Ver artigo principal:Charia A lei islâmica chama-se Charia. O Alcorão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica (fiqh), sendo a segunda a Sunnah (Vida e caminhos do profeta). Não é possivel praticar o Islão sem consultar ambos os textos. A partir da Suna, relacionada mas não a mesma, vem a Ahadith (narrações do profeta). Uma hadith é uma narração acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava - ao passo que a Sunnah é a sua própria vida em si. Como se disse, as suas principais fontes são o Alcorão e a Hadith, mas o ijma, o consenso da comunidade, também foi aceite como uma fonte menor. Qiyas, o raciocínio por analogia, foi usado pelos estudiosos da lei/religião islâmica (Mujtahidun) para lidar com situações onde as fontes sagradas não providenciam regras concretas. As praticas chamadas Charia têm também algumas raizes nos costumes locais (Al-urf). A jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das fontes e metodologia (usul al-fiqh - raízes da lei) e as regras práticas (furu' al-fiqh - ramos da lei.

O Islão no mundo contemporâneo

O Islão é a maior religião a seguir ao Cristianismo. De acordo com fontes da "World Network of Religious Futurists" [http://www.wnrf.org/news/trends.html] e o "U.S. Center for World Mission"[http://www.religioustolerance.org/growth_isl_chr.htm], o Islão está crescendo mais rapidamente em número de fieis do que qualquer outra religião. O Islão reúne hoje cerca de 1,3 bilhões de crentes, 23% da população mundial. Apenas 18% dos muçulmanos vive no mundo árabe, um quinto encontra-se espalhado pela África Sub-Sahariana, cerca de 30% vive no Pakistão e Bangladesh, e a maior comunidade mundial encontra-se na Indonésia. Há significantes populações islâmicas na China, Europa, ex-União-Soviética, Índia e América do Sul. O Islão contemporâneo é dominado pela visão tradicionalista preocupada com a manutenção dos rituais e das práticas antigas, como o uso do véu pelas mulheres. Existem ainda correntes reformadoras que pretendem conciliar o Islão com aspectos da modernidade. Á semelhança do que acontece no Judaísmo e no Cristianismo, o Islão é também marcado pela existência de movimentos ditos integristas ou fundamentalistas. As tradições islâmicas têm muitas fontes: O Alcorão, os ditos do Profeta (hadith) e interpretações de ambos pelos teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma tendência para o conservadorismo, com interpretações novas vistas como indesejáveis. A charia antiga tinha um carácter muito mais flexível do que aquele hoje associado com a Jurisprudência islâmica, e muitos académicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela deva ser renovada, e que os juristas clássicos deveriam perder o seu estatuto especial. Isto implica a necessidade de formular uma nova fiqh que seja praticável no mundo moderno, como proposto pelos defensores da Islamização do conhecimento, e iria lidar com o contexto moderno. Este movimento não pretende alterar os pontos fundamentais do Islão mas sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um centro de pensamento moderno e de liberdade.

Perspectiva islâmica de outras religiões

Judaísmo e Cristianismo

De acordo com o Islão, todas as nações receberam o seu Mensageiro e instruções de Allah. No entanto, na interpretação dos muçulmanos, os seguidores de Moisés ganharam a ira de Allah por terem adorado um bezerro de ouro, episódio relatado no Êxodo e mais tarde no livro de Esdras, e os cristãos seguiram por caminhos desviados por adorarem Jesus Cristo. Maomé foi enviado durante um tempo de escuridão espiritual para restabelecer o monoteísmo que existia desde o primeiro homem, mas que foi corrompido ou esquecido pelos homens. Algumas partes do Alcorão atribuem diferenças entre Muçulmanos e não-Muçulmanos à
tahref-ma'any, uma "corrupção do significado" das palavras. Nesta perspectiva, a Torá e o Novo Testamento Cristão são verdadeiros mas os Judeus e os Cristãos equivocam-se quanto ao significado das suas próprias Escrituras, e necessitam assim do Alcorão para entenderem claramente a vontade de Deus. No entanto, outras partes do Alcorão tornam claro que muitos Judeus e Cristãos usaram deliberadamente versões alteradas das suas escrituras, e tinham alterado a palavra de Deus. Esta crença foi desenvolvida durante a polémica medieval islâmica, e é hoje corrente quer no Islão Sunita quer no Islão Xiita. Esta doutrina é conhecida como tahref-lafzy, "a corrupção do texto".

Religiões não monoteistas

Em contraste com a tolerância do Islão pelo Judaísmo e pelo Cristianismo, em relação a outras religiões como por exemplo o Hinduismo, o Islão aparenta ser bem menos tolerante. Porém,em períodos da história o Islão conviveu pacificamente com outras religiões não monoteistas. O imperador muçulmano Akbar, que viveu na Índia em meados do século XVI, promoveu uma instituição chamada "casa da religião" onde hindus, jainistas, zoroastrianos e padres jesuítas se deveriam reunir para falar de Deus e empregou muitos hindus como seus ministros. Para alguns muçulmanos, o ateísmo, o politeísmo e outras visões holísticas são perspectivas a ser erradicadas.

Religiões baseadas no Islão

Os seguintes grupos consideram-se muçulmanos mas não são considerados como tal pelos outros:
- Os Ahmaddiya
- Os Druzos
- A Nação do Islão
- Os Zikris As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:
- Fé Bahá'í
- Sikhismo
- Yazidi

Referências

Em Português
- ELIAS, Jamal J. -
Islamismo. Lisboa: Edições 70, 2000. ISBN 9724410544
- GELLNER, Ernest -
Pós-modernismo, razão e religião, 1992
- GUELLOUZ, Azzedine - "O Islão" in
As Grandes Religiões do Mundo, direcção de Jean Delumeau. Lisboa: Editorial Presença, 1997. ISBN 9722322419
- Wikiquote: citações e/ou frases célebres relacionadas ao Islamismo Em Inglês
-
The Encyclopaedia of Islam
- H. A. R. Gibb,
Islam, Oxford 1969
-
Liberal Islam: A Sourcebook, Charles Kurzman, Oxford University Press, 1998
-
Muraqaba: The Art and Science of Sufi Meditation, Khwaja Shamsuddin Azeemi,Plato,2005 (ISBN 0975887548)

Páginas Externas

Em Português
- [http://www.tendarabe.hpg.ig.com.br/religiao/principal.htm Tenda Árabe]
- [http://www.alcorao.com.br/ Portal do Islã no Brasil]
- [http://www.geocities.com/ibnkhaldoun_2000/ Ibn Khaldoun] - Site de História Islâmica
- [http://www.islam.com.br/ Centro Cultural Beneficiente Islâmico da Foz do Iguaçu]
- [http://www.wamy.org.br/ Wamy] - Assémbleia Mundial da Juventude Islâmica
- [http://www.alfurqan.pt/ Al Furqan] - Divulgação e Edição de Estudos Islâmicos em Portugal
- [http://www.sobresites.com/islamismo/index.htm Sobre sites: Guia de Islamismo] Em Inglês

Fontes


- [http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/ Colectânea de Ahadith]

Geral


- [http://www.arches.uga.edu/~godlas/home.html Recursos para o estudo do Islão] - Departamento de Estudos Islâmicos da Universidade da Georgia
- [http://www.bbc.co.uk/religion/religions/islam/ BBC Religion & Ethics - Islão]
- [http://www.beliefnet.com/index/index_10004.html Beliefnet - secção Islão]
- [http://www.islam101.com/ Islam101]
- [http://www.islamic-message.net/English/index.htm Mensagem Islâmica] - página sob supervisão do sheikh Khaled Abdel Azim
- [http://www.islamonline.net Islam On-line]
- [http://www.islamworld.net Islamworld]
- [http://www.al-sunnah.com Al-sunnah.com] - Islão para principiantes
- [http://islamicity.com Portal do Islão]
- [http://www.religioustolerance.org/islam.htm Religious Tolerance: Artigos sobre Islão]
- [http://wwwuser.gwdg.de/~mriexin/euroislam.html O Islão na Europa Ocidental] - selecção de links
- [http://www.sunnipath.com SunniPath] - Cursos de Islão on-line

Sociedade e Civilização islâmicas


- [http://www.muslimheritage.com/ Muslim Heritage] - Civilização Islâmica
- [http://www.lacma.org/islamic_art/intro.htm Introdução à Arte Islâmica]
- [http://www.muslimphilosophy.com/ Filosofia islâmica]
- [http://users.telerama.com/~jdehullu/islam/frames.htm Shalimar: Arquitectura Islâmica]
- [http://www.eat-halal.com/ Leis alimentares]

Religião comparada


- [http://www.islamic-awareness.org Islamic Awareness - Comparative religion site]
- [http://www.answering-christianity.com/ac.htm Answering Christianity]
- [http://www.muslim-answers.org/ Muslim-Answers]
- [http://www.nessia.org/ Near Eastern And Semitic Studies Institute of America (NESSIA)] categoria:islão ja:イスラム教 ko:이슬람교 ms:Islam simple:Islam th:ศาสนาอิสลาม


Meteorito

Um meteorito é um corpo extraterrestre, partes de asteróides ou cometas, que alcança a superfície da Terra. Ao contrário dos meteoros (popularmente chamado de estrela cadente), os meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente pelo fogo decorrente do atrito da atmosfera. Os mais comuns são sem mistura, compostos por condritos, podendo também conter partículas de ferro. Os meteoritos metálicos são constituídos por ferro (90% aproximadamente) e níquel (18% aproximadamente), podendo conter outros elementos em menor proporção. Cada um dos maiores meteoritos encontrados intactos pesava cerca de 60 toneladas: um caiu na Namíbia e o outro nos Estados Unidos.


- Sayh al Uhaymir
- Lago Siljan
- Leónidas
- Geminidas
- Sistema solar
- Meteorito Willamette, o maior meteorito jamais encontrado nos EUA
- Meteoro Em meados do século XIX, foi achado um meteoro na Província da Bahia, no Brasil, em uma localidade conhecida por Bedengó, nome que foi dado ao objeto. Às custas de muito trabalho, ele foi transportado para o Rio de Janeiro, colocado em exposição no Museu Nacional, seu peso é de aproximadamente 5,5 toneladas.


- [http://www.meteorite.fr/en/news/ Meteorite.fr - Tudo sobre os meteoritos (inglês)]
- [http://www.nhm-wien.ac.at/NHM/Mineral/MetCollecte.htm Museu de História Natural de Vienna]
- [http://www.meteoriticalsociety.org/ Meteoritical Society]
- [http://flood.nhm.ac.uk/cgi-bin/earth/metcat/ The Natural History Museum's Meteorite Catalogue Database]
- [http://www.branchmeteorites.com/metstruck.html Meteorite hits] Categoria:Astronomia ja:隕石

Maomé

Maomé é a transliteração em português do nome próprio árabe محمد (Muhammad). Maomé foi um líder religioso e político árabe. O seu nome completo é: Muhammad Bin Abdullah Bin Abdul Mutalib Bin Hachim Bin Abd Manaf Bin Kussay. Nasceu em 570 d.C, na cidade de Makkah (ou Meca) e faleceu a 8 de Junho de 632 em Medina (ambas as cidades ficam na atual Arábia Saudita). Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Aos 40 anos de idade, segundo a tradição do Islamismo, foi-lhe confiada por Deus (através do Anjo Gabriel) a Mensagem do Islão na forma do Alcorão. Ainda segundo a doutrina muçulmana, Maomé foi precedido em seu papel de Profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu até à Europa (incluindo Portugal). Usualmente, quando um muçulmano se refere a Maomé, Jesus ou outro de seus profetas, imediatamente após o nome diz ou escreve "(que a Paz e Benção de Deus estejam sobre ele)" ou expressão equivalente em outra língua (frequentemente árabe), ou ainda usa a sigla dessa expressão. Em inglês, por exemplo, é aceitável usar "(pbuh)" ou "(peace be upon him)". A sigla tradicional em árabe é "(swas)". Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino mas sim um ser humano; contudo, ele é visto como um dos mais perfeitos entre os seres humanos. Maomé teria sido analfabeto. O próprio Alcorão assim o diz (Surah 7.157-8). A generalidade dos teólogos confirma-o mas também há quem o refute. Maomé teve 9 esposas, ou 12 se incluirmos as concubinas.

Juventude

Maomé nasceu a 12 de Rabî-al-awwal (terceiro mês do calendário árabe) do ano do Elefante, o que corresponde na era cristã a 20 de Abril de 570. É filho de Abdullah e de Amina. O seu pai faleceu pouco tempo antes do seu nascimento. Maomé pertencia ao clã dos Haxemitas, por sua vez integrado na tribo dos Coraixitas (Quraysh). Embora a tribo dos Coraixitas fosse rica e poderosa, o clã dos Haxemitas não o era, pelo que Maomé conheceu a pobreza durante a sua infância e juventude. Com a morte do pai, Maomé terá como tutor o seu avô paterno Abdu-l-Muttalib, que ocupava em Meca o importante cargo de siqáya (serviço de distribuição pelos peregrinos da água sagrada do poço de Zamzam). Aparentemente porque o clima de Meca tinha uma reputação de ser pouco saudável, a família de Maomé entregou-o aos cuidados de uma ama-de-leite chamada Halíma (Haleemah), pertencente a uma tribo beduína, e ele passou algum tempo no deserto, prática considerada como propícia à aquisição de uma boa saúde. Com a idade de seis anos, Maomé perdeu a sua mãe, e com oito anos o seu avô Abdu-l-Muttalib. Maomé passou então para o cuidado do seu tio Abu Talib, o novo líder do clã Haxemita da tribo dos Coraixitas. Meca era nesta altura uma cidade-estado no deserto, onde se encontrava um santuário conhecido por Ka´aba ("o Cubo") administrado pelos Coraixitas. A Ka´aba era venerada por todos os Árabes, sendo alvo de uma peregrinação anual. Nela se encontra a Pedra Negra e uma série de ídolos, representações de deusas e de deuses, dos quais se destacava o deus Hubal. Alguns habitantes de Meca distanciavam-se quer dos cultos pagãos, quer do monoteísmo dos judeus e dos cristãos, declarando-se hunafá, isto é, crentes no Deus único de Abraão, que acreditavam ter sido o fundador da Ka´aba. Apesar de a cidade não possuir recursos naturais, ela funcionava como um centro comercial e religioso, visitado por muitos comerciantes e peregrinos. Na sua adolescência, Maomé foi pastor e por vezes acompanhou o seu tio no comércio das caravanas que atingia locais como a Síria. Desta forma ele tornou-se uma pessoa viajada, familiar com os costumes de terras estrangeiras. O seu tio Zubair fundou a ordem de cavalaria conhecida como a Hilf al-fudul, que assistia os oprimidos, habitantes locais e visitantes estrangeiros. Maomé foi um membro entusiasta. Maomé ajudou na resolução de disputas, e tornou-se conhecido como Al-Ameen ("o confiável") devido à sua reputação sem mácula nestas intermediações. Como exemplo, quando a Ka'aba sofreu danos após uma inundação, e todos líderes de Meca queriam receber a honra de resolver o problema, Maomé foi nomeado para solucionar a situação. Maomé propôs que estendessem um lençol branco no chão, que colocassem a Pedra Negra (também conhecida como Hajar el Aswad) no meio e pediu aos líderes tribais que a transportassem ao seu devido local, segurando os cantos do lençol. Chegados ao devido local, o próprio Maomé tratou de a colocar na posição devida.

Primeiro Casamento

Por volta de 595, numa viagem comercial, Maomé conheceu Khadijah, uma viúva rica de 40 anos de idade. O jovem Maomé (na altura 25 anos de idade) impressionou Khadijah pela sua honestidade nos negócios de tal forma que ela propôs o casamento. O casamento foi um ponto de viragem na vida de Maomé. De acordo com os costumes árabes, os filhos mais novos não recebiam qualquer herança, quer dos pais ou dos avós. Com este casamento, Maomé viu-se subitamente senhor de uma grande fortuna. Maomé permaneceu com Khadijah até à morte desta em 619, não tendo tido outras esposas. Khadija teve seis filhos de Maomé, quatro mulheres (entre as quais Fatimah, que viria a desempenhar um importante papel na história do Islão) e dois homens, que morreram na infância. Mais tarde, ele teria um filho de uma escrava cóptica com que casou, Maria (Miriam), a quem deu o nome de Ibrahim (Abraão), também falecido durante a infância.

Outros casamentos

Durante a sua vida e depois da morte de Khadijah, Maomé viria a casar com onze outras mulheres, na sua maioria viúvas, excepto Aisha. Estas mulheres eram viúvas de companheiros de Maomé, tinham uma idade avançada e o casamento com o profeta surgia como uma forma de garantir protecção e estabilidade económica. Em outros casos, os casamentos serviram para cimentar alianças políticas. Uma das mulheres mais importantes foi Aisha, (عائشة) que tinha seis anos de idade na altura do seu noivado, e segundo os registos, nove anos de idade quando o casamento foi consumado; isto pode talvez ser explicado pelo costume árabe de contrair o casamento após a primeira menstruação. Porém, para alguns investigadores Aisha teria na verdade quatorze ou quinze anos na altura do seu casamento com o Profeta Maomé.[http://www.usc.edu/dept/MSA/history/biographies/sahaabah/bio.AISHAH_BINT_ABI_BAKR.html]

Fundação do Islão

Maomé tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação. Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade. A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do Monte Hira, Maomé recebeu a visita do arcanjo Gabriel (Jibreel) que o declarou como profeta de Deus. Desde este momento e até à sua morte, Maomé recebeu outras revelações. Por vezes, como a tradição o diz, ao receber estas mensagens, Maomé terá transpirado e entrado em estado de transe. A visão do arcanjo Gabriel terá perturbado Maomé, mas a sua mulher Khadijah reconfortou-o. As primeiras pessoas a acreditar na missão profética de Maomé foram Khadijah e outros familiares e amigos. Por volta de 613, encorajado pelo seu círculo restrito de seguidores, Maomé começou a pregar em público. Ao proclamar a sua mensagem na cidade, Maomé ganhou seguidores, incluindo os filhos e irmãos do homem mais rico de Meca. A religião que ele pregou tornou-se conhecida como o Islão (submissão à vontade de Deus). Quer o Corão e os dizeres de Maomé indicam que Maomé viu desde cedo o Islão como uma religião universal e não meramente da comunidade árabe. À medida que os seus seguidores cresciam, ele tornava-se uma ameaça para as tribos locais, especialmente os Coraixitas, a sua própria tribo, que tinha a responsabilidade pelo cuidado da Ka´aba, que nesta altura hospedava centenas de ídolos que os Árabes adoravam como deuses.

Rejeição

Apesar da mensagem monoteísta de Maomé ter sido aceite por alguns habitantes de Meca, muitos rejeitaram-na. Os conceitos religiosos apresentados por Maomé, e em particular a ideia de um Julgamento Final, geravam incredulidade e zombaria junto dos mequenses. Pediam-lhe que fizesse um milagre capaz de comprovar as suas alegações ou então acusavam-no de estar possuído por um djiin (um espírito maligno). Para além disso, ele tornou-se muito impopular com os governantes, e seus seguidores foram alvos de ataques físicos repetidos, bem como de ataques às suas propriedades. De acordo com os relatos, alguns dos habitantes de Meca lançaram ataques vigorosos e brutais contra esta nova religião: forçaram pessoas a deitar-se sobre areia ardente, colocaram enormes pedras sobre seus peitos, derramaram ferro derretido sobre eles. Muitos terão morrido, mas a fé prevaleceu. Esta perseguição não atingiu inicialmente o próprio Maomé, pelo simples motivo de que a sua família detinha muita influência. No entanto, estas circunstâncias tornaram-se intoleráveis e Maomé aconselhou alguns dos seus seguidores a irem para a Abissínia. Os mequenses tentaram aliciar Maomé a deixar a sua missão religiosa oferecendo-lhe poder político. À medida que os seguidores de Maomé aumentaram, os seus oponentes tentaram demovê-lo a deixar ou alterar a sua religião. Ofereceram-lhe uma boa parte do comércio e o casamento com mulheres de algumas das famílias mais ricas, mas ele rejeitou todas estas oferendas. Os habitantes de Meca acabaram por exigir que Abu Talib entregasse o seu sobrinho Maomé para execução. Uma vez que ele recusou, a oposição exerceu pressão comercial contra a tribo de Maomé e seus apoiantes. Houve também uma tentativa de assassinato. Após a morte do seu tio e de Khadija no ano de 619 (o "Ano da Tristeza"), o próprio clã de Maomé retirou-lhe a protecção. Ele sofreu então abusos, foi apedrejado e atirado contra espinhos e lixo. Os seus inimigos preparavam-se para tentar novamente assassiná-lo.

Hégira - a emigração de Meca para Medina

Em 622, após a perseguição aos seus seguidores se ter acentuado e de terem decidido assassiná-lo, Maomé e a sua comunidade (a ummah) deixam Meca em direcção a Yathrib, uma cidade a cerca de 350 km a norte, mais tarde conhecida por Medina. Nesta cidade viviam três tribos judaicas, talvez aí chegadas depois da destruição do Templo de Jerusalém pelos Romanos em 70 e duas tribos árabes pagãs, os Khazradj e os Aws. Os habitantes de Yathrib viviam da agricultura e do comércio. Maomé converteria alguns deles, entre eles judeus. Esta "Hégira" (Hijrah, "emigração" de Meca para Medina) marca o início do calendário islâmico. Os habitantes de Medina esperavam que Maomé os unisse e evitasse incidentes tais como a guerra civil de 618, na qual muitas vidas se tinham perdido. Muito provavelmente membros das tribos de Medina tinham negociado previamente com Maomé a vinda da sua comunidade para a cidade. Esses contactos devem ter ocorrido por ocasião da peregrinação anual à Ka´aba de Meca. Um documento conhecido como a Constituição de Medina (622-623) estabeleceu a confederação entre os seguidores de Maomé de Meca e os clãs árabes vizinhos. Medina e seus subúrbios tornaram-se após a ratificação do tratado, num estado de coligação, com Medina como capital e Maomé como "presidente". A autoridade passou para as mãos de Maomé e seus seguidores pelo que se pode dizer que Medina se tornou então na capital do Islão. Para expandir a zona de paz e de segurança, o profeta começou a fazer acordos semelhantes com outras tribos à volta do "seu estado". Em Medina, Maomé organizou um sistema social, fez colecta de impostos, organizou a defesa da cidade contra numerosas incursões de Meca e outros lugares, e contraiu vários acordos comerciais. Maomé construiu mesquitas e estabeleceu uma cultura religiosa baseada no respeito por outras religiões e sua liberdade de prática religiosa.

Medina

A tribo Coraixita, em resposta à fuga de Maomé para Medina, formou uma aliança com outras tribos politeístas em Meca, para molestar os muçulmanos em Medina e em Meca. Eles também ameaçaram de morte os muçulmanos que quisessem regressar a Meca. Em Medina, com os muçulmanos sob alerta, alguns emigrantes muçulmanos de Meca iniciaram ataques militares contra caravanas de Meca a caminho da Síria, afectando a economia de Meca. As relações com os judeus de Medina começaram a se degradar. Para estes eram impossível aceitar a mensagem religiosa de um homem que colocava Moisés, João Baptista e Jesus no mesmo grau de consideração religiosa. Por volta desta altura, Maomé mudou a direcção da Qibla de Jerusalém para Meca. Em março de 624 Maomé liderou uma tropa de assalto de cerca de 300 homens a uma caravana vinda de Meca, liderada por Abu Sufyan, o líder do clã Umayyah. A caravana conseguiu escapar mas Abu Jahl (o líder do clã Makhzum), que tinha previamente oposto Maomé e organizado um boicote contra o clã Haxemita de Maomé, detinha o comando de uma força de cerca de 800 homens e queria ensinar a Maomé uma lição. A 15 de Março de 624, próximo de um lugar chamado Badr, as duas forças colidem. Apesar de serem apenas 300 contra 800 na batalha, os muçulmanos tiveram sucesso, matando pelo menos 45 naturais de Meca, incluindo Abu Jahl, e tomando 70 prisioneiros; com apenas 14 baixas muçulmanas. Para os muçulmanos, isto pareceu como uma prova da profecia de Maomé, e Maomé e os muçulmanos festejaram. Seguindo esta vitória, os muçulmanos expeliram uma das tribos judaicas, os Banu Qaynuqa, que tinham violado um pacto de não agressão e tiveram escaramuças menores antes da seguinte grande batalha em Uhud. Virtualmente todos os habitantes de Medina converteram-se e Maomé tornou-se o governador de facto da cidade. Várias importantes alianças pelo casamento ocorreram nesta altura. Das filhas de Maomé, Fátima casou com Ali (seria mais tarde o quarto califa) e Umm Kulthum casou com Uthman (o terceiro califa). O próprio Maomé, já casado com Aisha, filha de Abu Bakr (o primeiro califa) casou então com Hafsah, a filha de Umar (o segundo califa). A 21 de Março de 625, Abu Sufyan, em busca de vingança, entrou em Medina com 3.000 homens. Na manhã de 23 de Março começou a luta. A batalha não produziu um vencedor ou perdedor óbvios, apesar de os de Meca clamarem a vitória. Nos dois anos seguintes, ambos os lados preparam-se para um encontro decisivo. Em Abril de 627, Abu Sufyan liderou uma grande confederação de 10.000 homens contra Medina. Os judeus de Medina tinham acordado no tratado de Medina em participar na proteção de Medina; no entanto, a tribo judaica de Banu Qurayza não participou nos combates. Em vez disso, eles acordaram com Abu Sufyan o ataque dos muçulmanos desde a retaguarda após ele ter entrado na cidade. Algumas dos próprios muçulmanos fizeram também tais acordos sob a liderança de Abd Allah ibn Ubayy: relatos posteriores referem-se a eles como "aqueles que professam crenças e opiniões que não se têm" (ou "um que se passa por pio", munafiqun). Entre as grandes forças de Abu Sufyan e as forças de Banu Qurayza - que consistiam de todos os seus homens em idade de lutar - e as forças dos munafiqun, os muçulmanos teriam encontrado o massacre se Abu Sufyan tivesse triunfado. O Islão poderia ter deixado de existir. Para os traidores dentro de Medina deve ter parecido uma surpresa quando a força de 10.000 homens de Abu Sufyan falhou em atravessar uma trincheira cavada à volta de Medina por ordem de Maomé, tal como o escriba persa Salman e-Farsi lhe tinha sugerido. Após a retirada de Abu Sufyan e suas forças, os muçulmanos dirigiram a sua atenção para os grupos que tinham cometido traição ao acordo de Medina. Os munafiqun desmoronaram-se rapidamente, e seu líder Abd Allah ibn Ubayy prometeu aliança com Maomé. Os muçulmanos cercaram então o Banu Qurayza, que tinha conspirado contra eles. Eles tinham tido a oportunidade de escolher Maomé como árbitro, mas em vez disso, os Banu Qurayza escolheram Saad ibn Muadh, o líder dos seus antigos aliados da tribo Aws. Saad tinha sofrido uma ferida letal na batalha contra as forças de Abu Sufyan e ordenou a execução das forças activas da tribo, consistindo de todos os seus homens adultos. Ele permitiu às mulheres não-combatentes e às crianças viverem como escravos para o resto da vida, como era tradição do tempo. Mais tarde, comentadores argumentaram que o punimento de Banu Qurayza era conforme aos ditames da Bíblia hebreia sobre a guerra; no entanto, as fontes originais da sirah não mencionam isto. Por volta de 627 Maomé tinha unido Medina sob o Islão, com o desaparecimento dos seus inimigos internos. Os beduínos, após um período de batalhas e negociações, tornaram-se aliados de Maomé e aceitaram a sua religião. Depois de muito contacto com a cidade e com os muçulmanos, alguns converteram-se gradualmente. Por esta altura, as revelações que supostamente tinham visitado Maomé, chegaram ao fim. Ele regressou então a Meca para tomar posse da Kaaba.

Meca

Maomé colocou os cidadãos de Meca sobre pressão económica, destinada primeiramente a ganhar a adesão deles ao Islão. Em Março de 628, ele partiu para a "peregrinação" a Meca, com 1600 militares que o acompanhavam. Os naturais de Meca no entanto, puseram travo ao avanço destas forças nos limites do seu território, em al-Hudaybiyah. Alguns dias depois, os de Meca fizeram um tratado com Maomé. Com negociação e o consentimento dos mais velhos Coraixitas, ele fez uma peregrinação à Kaaba, desarmado. As hostilidades iriam ter um fim e os muçulmanos iriam conseguir a permissão para fazer a peregrinação a Meca no próximo ano. O casamento de Maomé com Habiba, filha de Abu Sufyan (antigo inimigo de Maomé) cimentou ainda mais o tratado. Após um certo período, o acordo extinguiu-se e a guerra rebentou. Em Novembro de 629, aliados de Meca atacaram um aliado de Maomé, o que levou Maomé a romper o tratado de al-Hudaybiyah. Após planeamento secreto, Maomé marchou sobre Meca em Janeiro de 630 com 10.000 combatentes. Não houve derramamento de sangue. Abu Sufyan e outros líderes de Meca submeteram-se formalmente. Maomé prometeu uma amnistia geral (com algumas pessoas especificamente excluidas). Apesar de ele não os ter forçado, muitos habitantes de Meca converteram-se ao islão. Em Meca, Maomé destruiu os ídolos na Ka´ba e em outros pequenos santuários.

Unificação da Arábia

Após a Hégira, Maomé começou a estabelecer alianças com tribos nómadas. À medida que a sua força e influência cresceu, Maomé insistiu que as tribos potencialmente aliadas se tornassem muçulmanas. Quando estava em Meca, Maomé foi informado de que havia uma grande concentração de tribos hostis e ele partiu para as defrontar. A batalha teve lugar em Hunain, e os inimigos foram derrotados. Alguns viram agora Maomé como o homem mais poderoso da Arábia e a maioria da tribos enviou delegações para Medina, em busca de uma aliança. Antes da sua morte, rebeliões ocorreram em uma ou duas partes da Arábia mas o estado islâmico tinha força suficiente para lidar com elas.

Morte e legado

Kaaba Um ano antes da sua morte, Maomé dirigiu-se pela última vez aos seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta. A sua morte em Junho de 632 em Medina, com a idade de 63, deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores. Na verdade, esta disputa acabou por originar a divisão do Islão nos ramos dos Sunitas e Xiitas. Os Xiitas acreditam que o profeta designou Ali ibn Abu Talib como seu sucessor, num sermão público na sua última haj, num lugar chamado Ghadir Khom, enquanto que os sunitas discordam disto.

Bibliografia sugerida


- RODINSON, Maxime - Maomé. Lisboa: Caminho, 1992. (Colecção "Universitária"). ISBN 9722107267
- ARMSTRONG, Karen - Maomé: uma biografia do profeta. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. ISBN 8535902368

Ligações Externas


- [http://www.pbs.org/muhammad/ Muhammad: legado de um profeta (do canal PBS, em inglês)] categoria:Islão ja:ムハンマド・イブン=アブドゥッラーフ ko:무함마드 ms:Nabi Muhammad s.a.w. simple:Muhammad th:มุฮัมมัด

Aláh

Alá (ou Allah, em Árabe الله: al-Ilah. A palavra é a junção do artigo "al" (o) com "ilah" (que significa deus, divindade). O Deus) é a designação do único Deus nas religião muçulmana. A palavra tem a mesma raíz de el, um dos termos que designam o Único "el" na Biblia e que forma o sufixo de numerosos nomes próprios de origem hebraica ou aramaica como Daniel, Rafael, Miguel e inclusive "Abdallāh" (servo de Deus) com referência ao termo "Allah" que também designava, antes mesmo do Islão, ao deus unico do panteão em Meca. Pensa-se erroneamente que Alá ou Allāh é o nome próprio de um deus particular dos muçulmanos. No entanto é utilizado também pelos cristãos e judeus de língua árabe. A palavra é uma contracção de al-ilāh, isto é, "O Deus", e sua tradução correta é "Deus", com maiúscula, posto que se refere ao deus único. A palavra "deus" com minúscula, que se refere a qualquer outra divindade, é ilāh, no plural ilāhāt (ﺇﻟﻪ pl. ﺇﻟﻬﺎﺕ). Dado que se trata do mesmo deus de cristão e judeus, as qualidades que os muçulmanos lhe atribuem são básicamente as mesmas que lhe atribuem aqueles. É razoável, sem dúvida, que o Islão insiste em sua unidade, quer dizer, que é um e não tem diversas manifestações ou pessoas (como afirmam os cristãos com o dogma da Trindade). Também insiste em seu carácter incomparável e irrepresentável. O Islão se refere a Deus também com outros noventa e oito nomes que são outros tantos epítetos que se referem às qualidades de Deus: "O Clemente" (Al-Rahmān), "O Querido" (Al-'Azīz), "O Criador" (Al-Jāliq), etc. O conjunto dos noventa e nove nomes de Alá recebe em árabe o nome de "al-asmā' al-husnà" ou "os melhores nomes", alguns ds quais também tem sido utilizados por cristãos e judeus ou tem designado a deuses da Arábia pré-islámica. Algumas tradições afirmam que existe um centésimo nome, que é objeto de especulações místicas. Outras vezes, se utiliza simplemente a palabra "rabb" (Senhor). A palavra Allāh está na origem de algumas palavras do espanhol e do português como "ojalá"/"oxalá" (w[a] shā-llāh: queira Deus), "olé" (w[a]-llāh: por Deus) o "hala" (yā-llāh: oh Deus) Categoria:Islão Categoria:Divindades, espíritos, seres míticos ja:アッラーフ ko:알라 ms:Allah th:อัลลอหฺ

Século VII

Milénios: primeiro milénio a.C. - primeiro milénio d.C. - segundo milénio d.C. Século VI - Século VII - Século VIII

Acontecimentos


- O Islamismo surge como religião.

Décadas

Década de 600 | Década de 610 | Década de 620 | Década de 630 | Década de 640 | Década de 650 | Década de 660 | Década de 670 | Década de 680 | Década de 690

Anos

: 601 | 602 | 603 | 604 | 605 | 606 | 607 | 608 | 609 | 610 : 611 | 612 | 613 | 614 | 615 | 616 | 617 | 618 | 619 | 620 : 621 | 622 | 623 | 624 | 625 | 626 | 627 | 628 | 629 | 630 : 631 | 632 | 633 | 634 | 635 | 636 | 637 | 638 | 639 | 640 : 641 | 642 | 643 | 644 | 645 | 646 | 647 | 648 | 649 | 650 : 651 | 652 | 653 | 654 | 655 | 656 | 657 | 658 | 659 | 660 : 661 | 662 | 663 | 664 | 665 | 666 | 667 | 668 | 669 | 670 : 671 | 672 | 673 | 674 | 675 | 676 | 677 | 678 | 679 | 680 : 681 | 682 | 683 | 684 | 685 | 686 | 687 | 688 | 689 | 690 : 691 | 692 | 693 | 694 | 695 | 696 | 697 | 698 | 699 | 700 categoria:primeiro milénio ja:7世紀 ko:7세기 th:คริสต์ศตวรรษที่ 7

683

S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo VI - S%C3%A9culo VII - S%C3%A9culo VIII) D%C3%A9cadas: 630 640 650 660 670 680 690 700 710 720 730 Anos: 678 679 680 681 682 683 684 685 686 687 688 ----

Eventos

Nascimentos

Falecimentos


- 3 de Julho - Papa Leão II. categoria:anos do s%C3%A9culo VII